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Expedições Fotográficas Fim do Mundo na Rota do Queijo - Serra da Canastra - Texto: Ana Lígia Vasconcellos Farath

 

Casquinha, fresco, meia cura, meio amargo, cristalizado. São tantas as nuances do queijo da Canastra, que a cada fazenda que se visita a impressão é de estar provando a iguaria pela primeira vez. E provavelmente se está. Além da altitude, das características do solo e da água e da receita que se mantém salvaguardada há pelo menos 200 anos, há peculiaridades de cada produtor que contribuem para que seu queijo tenha sabor único - matriz microbiológica, quantidade de leite produzido por vaca (quanto menos, mais concentrado fica), tempo e técnicas de maturação. É o chamado "terroir" da Canastra.

 

Paisagem

Diferentes nuances de verde, por onde quer que se olhe no horizonte. Assim é a paisagem de São Roque de Minas, pequeno município de quase 7 mil habitantes, distante 320 km de Ribeirão Preto. São Roque está fincado aos pés do Parque Nacional da Serra da Canastra, área de transição entre a mata atlântica e o cerrado, onde se localizam a nascente do rio São Francisco e a cachoeira Casca d'anta, com 186 metros de altura, considerados dois dos principais atrativos da Canastra.

 

Povo

Mais do que as belezas naturais do entorno ou os quitutes com sabor de comidinha de avó, o que chamou atenção nos três dias de expedição foram as pessoas. Pela acolhida, que nos fez sentir parte da família de quem acabávamos de conhecer. Pelo jeito humilde e às vezes acanhado que conquistou nossa admiração ao revelar uma sabedoria que só quem vive muito próximo da natureza e aprende com ela diariamente consegue ter. Pelo respeito ao outro, o amor ao trabalho e o ritmo sereno de levar a vida, tão inspirador e contagiante.

 

Abaixo, imagens do que vimos e vivemos por lá: